Quarta-feira, 7 de Janeiro de 2009

Sopros de Vida

Sopro_de_vida.jpgAlegria sem roupasMãos nuas pedintes de sedeAmantes desfloradas no ventre do sucoConcavas e húmidas como pedaços de terra extasiadosSuavizantes na luta dos toques nas margens arrepiantes da pelePrazeres do fresco na carne palpitante em gritos de som mudoQuentes nas correntes em desvarios sem tino deslizando tontasFluxos de ondas cantadas ao desafio em deslizares de dedos estonteantesVolúpias nas entranhas dos céus desaguadas no leito do sangue diabolizado Docilidades aceite no mar do corpo… nu e cru… como foi criado…São partilhas em cumplicidades dadas sem regras nem guerraComo a chuva no seu permanente gotejar fertiliza a terraComo a mar que robusta as areias nas encostas no seu vai e vem E as estrelas no seu gostar de entrega povoam o nosso imaginário do além…Há as respirações dos astros que ao longe se namoramHá os beijos oferecidos em ruas desertas sem combinaçõesHá os encontros ditos para outros dias sem marcaçõesHá as promessas e juras de paixões sob lágrimas muitas, Que testemunham… o belo do gostar e caminhar no estar a doisDestinos ligados nos sulcos escritos nas palmas das mãos…E tal como o sol e lua nos mostra nos seus deleites a toda a horaNem todas as nuvens se podem tocar… mesmo próximasAssim, deixemos todas as partes de nós vaguear à vontadeE no deambular nos sopros da vida, tacteando, pode-se sonharE encontrar… a porta de quem lá mora…E na alegria da vitória ergue-se a aura esfusiante da satisfação! Carlos Reis(Imagem Web)
publicado por In Loko às 08:07
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6 comentários:
De impulsos a 10 de Fevereiro de 2009 às 12:34
Por onde andas tu meu amigo?
Que não tens poesias novas neste teu quadro já tão antigo, mas de um valor incalculável!

Voltarei mais tarde...

Beijo
De Beatriz a 10 de Fevereiro de 2009 às 02:11
Sempre li a tua poesia como quem sorve um vinho raro numa delicada taça de cristal, assim, aos poucos, buscando apreender o significado de cada palavra e deixando que todo o poema se assente vagarosamente no olhar, até que o sentido dos versos se acomode no nosso entendimento. Só assim se pode apreciar este 'vinho' raro que é a tua poesia, degustando sentimentos e emoções de uma forma que nos faça sentir levemente 'embriagados'.
Estou voltando, querido amigo, de um prolongado período de ausência. Nem pude retribuir teus votos de final de ano, pois já me encontrava ausente. Não mais escreverei CARTAS, mas continuarei a me manifestar através da descoberta de novos caminhos: http://meirelesbeatriz.blogs.sapo.pt, (http://meirelesbeatriz.blogs.sapo.pt,) onde espero ter o prazer de continuar recebendo tuas visitas. Que 2009 seja o melhor ano de tua vida. Fica meu carinho num beijo de saudade.
De Secreta a 27 de Janeiro de 2009 às 14:10
Já não passava por cá à algum tempo! Como sempre encontro palavras belissimas :)
Deixo um beijito.
De poesiamgd a 19 de Janeiro de 2009 às 17:57
Uma escrita exemplar! Parabéns!
Abraço
De impulsos a 18 de Janeiro de 2009 às 09:48
É uma delícia ler algo assim logo pela fresquinha da manhã. Algo assim tão doce e sereno que nos entra pelos olhos adentro e nos penetra até às profundezas da alma. A tua magia descrita nas tuas palavras, é o mel que eu precisava hoje...
Impregnei-me com o teu sentir e tenho a certeza de que o meu dia será bem melhor do que os anteriores.
Obrigado!

Um beijo para ti, meu poeta amigo, misterioso e desconhecido...
De estrela a 11 de Janeiro de 2009 às 21:54
É bom chegar aqui, respirar a serenidade deste som de cordas e deixar que a alma absorva e agarre cada sopro, cada pedaço de vida, que cada frase do teu poema contém. E...,(transcrevo)
"E tal como o sol e lua nos mostra nos seus deleites a toda a hora, Nem todas as nuvens se podem tocar… mesmo próximas"..."E no deambular nos sopros da vida, tacteando, pode-se sonhar
E encontrar… a porta de quem lá mora… E na alegria da vitória ergue-se a aura esfusiante da satisfação!" É gozo profundo ler-te, como se eu própria pudesse ser um desses sopros de vida!Beijinho, amigo.

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