Quarta-feira, 7 de Julho de 2004
Poesia

POESIAO que nós vemos das coisas são as coisas.Por que veríamos nós uma coisa se houvesse outra?Por que é que ver e ouvir seria iludirmo-nosSe ver e ouvir são ver e ouvir?O essencial é saber ver,Saber ver sem estar a pensar,Saber ver quando se vê,E nem pensar quando se vêNem ver quando se pensa.Mas isso (tristes de nós que trazemos a alma vestida!),isso exige um estudo profundo,Uma aprendizagem de desaprenderE uma sequestração na liberdade daquele conventoDe que os poetas dizem que as estrelas são as freiras eternasE as flores as penitentes convictas de um só dia,Mas onde afinal as estrelas não são senão estrelasNem as flores senão flores,Sendo por isso que lhes chamamos estrelas e flores.Não sei o que é a Natureza: canto-a.Vivo no cimo dum outeiroNuma casa caiada e sozinha,E essa é a minha definição.Alberto Caeiro
De
Maria a 8 de Julho de 2004 às 23:40
Amigo, venho deixar-te um beijo, vou estar uns dias ausente... beijinhos
De
Maria a 7 de Julho de 2004 às 13:25
Bem... este poema, do Alberto Caeiro, é para ler e reler, é complexo sem o ser... Guarda ali demasiadas "informaçoes""! É sem duvida alguma magnifico!! Um beijinho, para ti, tem um dia muito feliz!!
De
Lara a 7 de Julho de 2004 às 06:00
E que bem que o Alberto a canta...beijos amigo
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